quinta-feira, 13 de março de 2014

Boto-cor-de-rosa: Um risco de Extinção

A principal ameaça é a pesca da piracatinga, que utiliza golfinhos como isca.

Sannie Brum, pesquisadora do Instituto Piagaçu (Ipi), recebeu apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza para se juntar a 35 comunidades pesqueiras do Amazonase estudar a pesca da piracatinga, peixe muito apreciado na Colômbia, mas desvalorizado no Brasil por se alimentar de animais em decomposição. A atividade utiliza golfinhos como isca, sendo o boto-vermelho, também conhecido como boto-cor-de-rosa, a principal vítima da prática.


A mortalidade do boto está bem acima de qualquer limite seguro para sua conservaçãona região. Teoricamente, se até 16 espécimes morrem anualmente, sua preservação está garantida. Com a pesca da piracatinga, são mortos de 67 a 144 botos-vermelhos.

Por conta da exportação para a Colômbia, a atividade pesqueira em torno da piracatinga é importante fonte de recurso para a população local. E, apesar do baixo valor comercial, a produtividade é alta - na área de pesquisa, o volume é de, no mínimo, 15 toneladas por ano. Mas, segundo Sannie, se nada for feito, o boto-vermelho vai acabar como o golfinho de água doce chinês, que foi declarado extinto em 2007.

A reprodução lenta do boto contribuiu para sua vulnerabilidade. Após dez meses de gestação, as fêmeas cuidam de seus filhotes por quatro anos. Fiscalização e programas de educação ambiental são alternativas apontadas pelo grupo de pesquisa para evitar a extinção da espécie.


A pesca é a principal ameaça à vida do boto-vermelho, mas não é a única. A degradação do seu habitat – causada pelo grande fluxo de embarcações no Pará, exploração e transporte de óleo e gás em Manaus, assim como pelo turismo desordenado, implantação de novas usinas hidrelétricas e atividades de garimpo e mineração – colocam a espécie em risco.


O Tráfico Ilegal de Pangolins

Um recém-chegado inesperado juntou-se espécies mais emblemáticas do mundo - o elefante, rinoceronte, e o tigre - sob os holofotes da crise internacional tráfico de animais selvagens: Conheça o pangolim.

Pangolins são inconfundíveis na aparência - eles são cobertos com as escalas formadas por queratina, e de fato, acariciando um pangolim parece acariciar uma camada de miniaturas quentes. Existem oito espécies de pangolim, com quatro na África e quatro na Ásia. Eles vão desde o tamanho de um gato doméstico com um cachorro de tamanho médio. As espécies arbóreas menores usam cauda preênsil para ajudar com a navegação habitats florestais, enquanto pangolins terrestres maiores , por vezes, pode andar ereto.


As escalas de notáveis ​​do pangolim proporcionam uma excelente defesa contra predadores naturais. Quando pangolins se sentem ameaçados, eles rolam em uma bola apertada, o que é quase impenetrável, até mesmo para os leões e hienas. Pangolins também foram conhecidos para implantar sua "rolypolyness", a fim de fazer uso de águas rasas.

Pangolins são alimentadores altamente especializados. Não só pangolins jantam exclusivamente em formigas e cupins , alguns pesquisadores acreditam que esta dieta é ainda mais preciso e limitado a espécies de formigas e cupins locais. A língua é especialmente adequado para a extração desses insetos específicos de túneis profundos , que está ligado perto da pelve, e quando totalmente estendida, a língua é mais long do que o corpo do pangolim.

Infelizmente, pangolins são o mamífero mais freqüentemente encontrados no comércio ilegal de animais silvestres da Ásia. Não é incomum para a polícia e as autoridades aduaneiras para apreender centenas, ou mesmo milhares, de pangolins em um único incidente. O principal destino para das escalas dos Pangolin é a carne é a para a China continental; partes do pangolim são consumidos no Vietnã também. A carne e os fetos são consumidos como iguarias.

Literalmente toneladas de pangolins são retirados das florestas tropicais do sudeste asiático a cada ano, com as espécies mais atingidas sendo o Sunda pangolim. Dr. Chris Shepherd, diretor da TRAFFIC Southeast Asia Regional, explica que existe "dezenas de milhares de caçadores de Pangolin" estão em trabalho todos os dias.

Na verdade, os caçadores de Pangolins e comerciantes dizem que os pangolins desapareceram inteiramente de algumas áreas da Ásia, o que levou ao aumento do comércio de pangolins africanos. Este é um padrão familiar. Após o esgotamento das espécies de rinocerontes asiáticos, os traficantes de animais selvagens se virou para os rinocerontes africanos. E, a fim de preencher a lacuna no mercado do ilegal deixado pelo desaparecimento dos tigres da Ásia, alguns proprietários de fazendas de leões da África do Sul são legalmente liberados a venda de esqueletos de leão aos traficantes da vida selvagem.

O Dia Mundial do Pagolim de 2014 foi celebrada offline também. BCARE (Conscientização Conservação da Biodiversidade Pesquisa e Educação) da Fundação na Índia relata que os alunos da Escola Secundária de CSI Superior em Tamil Nadu formou uma rangoli humano , criando as palavras " Dia Mundial do Pangolin ".





Você pode ajudar a fazer a diferença para pangolins, compartilhando informações com seus amigos e colegas , e por organizações que trabalham para proteger pangolins  de apoio.



segunda-feira, 10 de março de 2014

Diferença...


Máquina Salvadora de Árvores?

Australianos criam máquina que vai salvar milhões de árvores. E o mundo todo ficou com vergonha de não ter pensado nisso antes.


É difícil não ficar apaixonado pelo engenho que a empresa australiana Vicroads criou para transportar árvores que, por algum motivo, precisam sair de um ponto para outro. Neste caso, as obras entre duas estradas em Berwick, nos arredores de Melbourne, obrigava à recolocação de algumas árvores. De forma rápida e eficaz, e sem agredir o ambiente, a Vicroads tratou do assunto.

O trabalho consiste em levar o caminhão, com um equipamento especial, para junto da árvore, cavar em volta e levá-la sem danificar as raízes. Depois o caminhão se desloca para o novo lugar e faz a cova onde ela será plantada.


O trabalho foi feito como parte das obras pra atualização da estrada entre Clyde High Street e Kangan Drive, na Austrália. Essa máquina poderia ser capaz de evitar o corte de diversas árvores, que muitas vezes acabam sendo derrubadas para realização de obras pela impossibilidade de serem transportadas.




Cogumelos Brilhantes

O fenômeno da bioluminescência é uma reação química gerada por uma enzima que funciona como mecanismo de sobrevivência para diversos organismos no mundo todo. Entre estes organismos estão alguns cogumelos, que emitem uma luz brilhante com tom esverdeado. Segundo alguns pesquisadores, ela seria responsável por atrair insetos que dispersam os esporos das frutificações de alguns fungos.



Atualmente, a maior incidência de cogumelos luminosos acontece no Japão. Na Ilha Mesameyama, em Ugui, pequenos pontos de luz cobrem troncos de árvore e o solo úmido em toda a região.


Uma reportagem da BBC Brasil revelou que existem 71 espécies de fungos que emitem luz, e 12 delas estão presentes no Brasil. Apesar de tudo, a ciência ainda não desvendou o processo químico que permite que o fungo produza luz.

Neonothopanus gardneri é o maior fungo bioluminescente do Brasil e um dos maiores do mundo.

Fonte: TopBiologia

Mudanças Climáticas: Extinção dos Anfíbios da Mata Atlântica

Até 12% das espécies de anfíbios, localizados principalmente nas porções norte e sudoeste do bioma, deverão desaparecer do planeta  e 88% terão retração da população.

O número de espécies e o tamanho das populações de anfíbios da Mata Atlânticadevem diminuir sensivelmente em razão das mudanças climáticas previstas para ocorrer no bioma nas próximas décadas.

As estimativas são de um estudo realizado por pesquisadores do Laboratório de Biogeografia da Conservação da Universidade Federal de Goiás (UFG), publicado na edição de fevereiro da revista Biodiversity and Conservation.

Alguns dos resultados da pesquisa foram apresentados durante o “Workshop Dimensions US-BIOTA São Paulo – A multidisciplinary framework for biodiversity prediction in the Brazilian Atlantic forest hotspot”, realizado na segunda-feira (10/02), na FAPESP, no âmbito do projeto de pesquisa “Dimensions US-BIOTA São Paulo: integrando disciplinas para a predição da biodiversidade da Floresta Atlântica no Brasil".

O projeto reúne cientistas do Brasil, dos Estados Unidos e da Austrália e é realizado no âmbito de um acordo de cooperação científica entre o Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Recuperação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo (BIOTA-FAPESP) e o programa Dimensions of Biodiversity, da agência federal norte-americana de fomento à pesquisa National Science Foundation (NSF).

“As projeções que realizamos indicam que, em razão das mudanças nas condições climáticas que devem ocorrer na Mata Atlântica nas próximas décadas, a maioria das unidades de conservação do bioma perderá e poucas ganharão espécies de anfíbios”, disse Rafael Loyola, coordenador do Laboratório de Biogeografia da Conservação da UFG e um dos autores do estudo.

“Aparentemente, esse padrão também deverá prevalecer para outros organismos, como mamíferos, aves, mariposas e plantas”, apontou o pesquisador durante a palestra proferida no evento.

De acordo com Loyola, há 431 espécies de anfíbios na Mata Atlântica – bioma que detém 18% de todas as espécies desses animais na América do Sul. Por meio de seis diferentes modelos de distribuição, pelos quais se associa a presença de uma determinada espécie a um conjunto de variáveis ambientais, tais como a média anual de temperatura e de precipitação, os pesquisadores estimaram como essas 431 espécies de anfíbios estão distribuídas hoje pelas unidades de conservação na Mata Atlântica.

Com base em quatro simulações climáticas distintas para a América do Sul até 2050, utilizadas no 4º Relatório de Avaliação (AR4) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), os pesquisadores estimaram em quais áreas de proteção da Mata Atlântica essas espécies de anfíbios estarão localizadas, levando em conta o tamanho, a forma e a posição geográfica das reservas florestais e as habilidades de dispersão dos animais em raios de 50, 100 e 200 quilômetros ao longo de 30 anos.

As projeções indicaram que os locais climaticamente adequados para a sobrevivência de anfíbios na Mata Atlântica deverão diminuir até 2050. Por essa razão, até 12% das espécies de anfíbios, localizados principalmente nas porções norte e sudoeste do bioma, deverão entrar em extinção e 88% terão retração da população.

“Isso quer dizer que esses 12% de espécies de anfíbios sofrerão uma contração na população de tal ordem que desaparecerão do bioma”, disse Loyola. “Não são espécies que sairão da Mata Atlântica em direção ao Cerrado ou à Caatinga. Elas realmente podem desaparecer”, ressaltou.

Mudanças na estrutura filogenética

Em um outro estudo, publicado na edição de janeiro da revista Ecography, os pesquisadores avaliaram se as mudanças climáticas também podem alterar a relação evolutiva entre espécies de anfíbios que ocorrem em unidades de conservação da Mata Atlântica, a fim de verificar se esses animais responderiam a essas alterações como clados (grupos que partilham um ancestral comum exclusivo) ou como espécies isoladas.

Os resultados dos modelos indicaram que grupos mais antigos (basais) de espécies de anfíbios, como as cecílias ou cobras-cegas, do grupo Gymnophiona, e o sapo-aru, da família Pipidae, poderão ser afetados positivamente pelas mudanças climáticase deverão ampliar suas distribuições geográficas pela Mata Atlântica.

Por outro lado, grupos mais recentes (derivados) de anfíbios, como as pererecas de vidro, da família Centrolenidae, e outras espécies de pererecas, deverão ser severamente impactados e sua distribuição geográfica pelo bioma poderá ser reduzida em até 90%.

“Em algumas áreas de proteção da Mata Atlântica a diversidade filogenética dos anfíbios poderá aumentar em razão da extinção de espécies muito recentes, o que fará com que espécies basais aumentem sua distribuição pelo bioma”, detalhou Loyola.

“Nesse caso, a diversidade filogenética aumentará por uma razão errada: a perda de espécies muito recentes”, apontou. Uma das espécies de anfíbio que deverá beneficiar-se das mudanças climáticas, de acordo com Loyola, é a rã-touro americana (Lithobates catesbeianus). Introduzida na América do Sul desde 1930, a espécie é considerada invasora no Brasil.

“Boa parte das unidades de conservação da Mata Atlântica vai tornar-se climaticamente mais adequada para essa espécie de anfíbio”, disse Loyola. “Precisamos estudar como será possível evitar ou controlar a invasão dessa espécie, para evitar desequilíbrios ecológicos no bioma”, avaliou.

Contribuição das projeções

Segundo Loyola, as projeções de mudanças na distribuição geográfica de espécies animais podem auxiliar no planejamento e na implementação de medidas de conservação do bioma.

Ao estimar para onde determinadas espécies de animais devem migrar por causa das mudanças climáticas, é possível traçar corredores de dispersão, compostos por áreas conectadas capazes de servir de refúgio para esses animais, exemplificou.

Além disso, as projeções também auxiliam na identificação de áreas no bioma onde podem ser estabelecidas novas unidades de conservação, de modo a diminuir os efeitos das mudanças climáticas sobre o número e a composição das espécies.

“Os modelos permitem gerar soluções de conservação que consideram quais são os locais mais adequados para serem protegidos na Mata Atlântica levando em conta que o clima vai mudar e que as espécies respondem de uma maneira previsível a essas mudanças climáticas”, afirmou.

 
Perereca-macaco (Phyllomedusa burmeisteri),
anfíbio encontrado na Mata Atlântica
No estudo publicado na Biodiversity and Conservationos pesquisadores identificaram que as poucas reservas da Mata Atlântica que ganharão espécies nas próximas décadas estão situadas em montanhas, com capacidade de manter um clima adequado para os anfíbios.

Com base nessa constatação, eles sugerem que as novas unidades de conservação sejam estabelecidas em regiões de grande altitude do bioma e sejam criados corredores de dispersão para esses locais. Com isso, esperam atenuar os efeitos das mudanças climáticas sobre os anfíbios, mais suscetíveis às alterações no clima por sua dependência de microambientes, regimes hidrológicos e capacidade limitada de dispersão.

“É possível contornar perfeitamente esse quadro alarmante, caso as soluções que os cientistas vêm oferecendo sejam discutidas e implementadas por tomadores de decisão e legisladores; isso é uma ótima notícia para a comunidade em geral”, afirmou Loyola.

O artigo Climate change threatens protected areas of the Atlantic Forest, de Loyola e outros, pode ser lido na Biodiversity and Conservation

O artigo Clade-specific consequences of climate change to amphibians in Atlantic Forest protected areas, também de Loyola e outros, pode ser lido na Ecography


sexta-feira, 7 de março de 2014

Muriqui: O Maior Primata das Américas

Encontrado somente na Mata Atlântica, o muriqui é o maior primata das Américas. Eles não  são agressivos e demonstrações de afeto são comuns entre indivíduos de qualquer sexo ou idade. Uma das características marcantes desses macacos são os demorados abraços grupais. Os adultos sempre cuidam dos mais jovens e fazem pontes com o próprio corpo para facilitar a passagem de filhotes de uma árvore para outra. Por conta de toda essa passividade, os muriquis são chamados pelos índios de “povo manso da floresta“.
 
O muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus) é considerado espécie criticamente ameaçada de extinção segundo a lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês) – Foto: Anderson Ferreira/Sua Foto
Gente que bamboleia, que vai e vem. Esse é o significado do nome muriqui em tupi-guarani. O primata possui braços longos e uma cauda preênsil – capaz de segurar galhos como se fosse um quinto membro – que conferem muita agilidade ao macaco enquanto se movimenta em sua jornada em busca de alimento (frutos, flores e folhas). Ele atua como dispersor de sementes de diferentes espécies de plantas e é essencial para manter a diversidade da floresta.

  
Os adultos sempre ajudam os filhotes -
Foto: Ricardo Martins
Cerca de 400 mil mono-carvoeiros, como também são conhecidos, habitavam a Mata Atlântica em 1500. Mas foram dizimados pela caça e pela destruição da floresta.  Estima-se que a população atual seja de menos de 3 mil animais, divididos em duas espécies diferentes o muriqui-do-norte(Brachyteles hypoxanthus) que ocorre nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e sul da Bahia, e o muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides) que é encontrado nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e parte do Paraná.

Com o objetivo de apresentar o maior primata das Américas à população, tirar a espécie da lista vermelha de animais ameaçados de extinção e reintroduzir o macaco em florestas preservadas do Brasil, a ONG Instituto Ecoatlântico – com o apoio da Conservation International, do governo do Estado do Rio de Janeiro e de artistas como Gil Berto Gil e Chico Buarque – criou a campanha muriqui mascote Rio 2016.

O muriqui atuaria como espécie bandeira (espécie símbolo da uma causa ambiental). A idéia é chamar a atenção para as duas espécies de primatas e conseguir mais apoio para preservar o habitat em que vivem. Com isso, outras espécies da Mata Atlântica seriam beneficiadas.

A mascote será escolhida entre as propostas de 15 agências convidadas pela organização dos Jogos Olímpicos e o resultado deve ser anunciado em agosto. Não existe uma candidatura oficial e o tema é livre. Mas os apoiadores do primata seguem otimistas. A definição do tatu-bola como mascote da Copa do Mundo é um sinal de que a questão ambiental pode ser determinante para a escolha da mascote das Olimpíadas.



Agora veja o vídeo da Campanha para as Olimpíadas