quinta-feira, 6 de março de 2014

Um Show de Cores, 7 Borboletas Fantásticas

As borboletas são insetos constantemente confundidos com mariposas. Ambas fazem parte da ordem científica Lepidoptera, que significa asas escamosas. O nome deriva das escamas que caem das asas em forma de pó quando tocadas.

As diferenças entre borboletas e mariposas se dividem entre comportamento e anatomia. As mariposas são, em sua maioria, noturnas. Voam e se alimentam à noite. As borboletas, por sua vez, realizam suas atividades durante o dia.

Borboleta Pavão Esmeralda

A Borboleta Pavão Esmeralda (Papilio palinurus) é nativa do sudoeste da Ásia. As belas cores das asas são dificilmente vistas, uma vez que ela voa muito rápido e o que se vê geralmente é apenas um borrão verde. Ela é protegida por leis na Thailandia, para evitar extinção devido sua beleza atrair muita atenção.








Borboleta-oitenta-e-oito

Pertence ao gênero Diaethria e é encontrada na região neotropical, que vai desde o México até o Paraguai. Normalmente são chamadas de “oitenta-e-oito” em referência ao padrão característico na parte inferior das asas posteriores de muitas delas. O padrão consiste de pontos pretos rodeados por linhas pretas e brancas concêntricas, e normalmente parecem com os números “88″ ou “89″.




Borboleta transparente


Borboleta transparente, conhecida internacionalmente como Glasswing butterfly (Greta oto)

Borboleta azul

Da espécie Chorinea sylphina, esta espécie de borboleta pode ser encontrada no Equador.











Ninfa Comum de Árvore

“Ninfa Comum de Árvore” (Idea stolli logani), encontrada no sudeste da Ásia.











Atrophaneura dasarada

Borboleta da espécie Atrophaneura dasarada, encontrada na Ásia. Em algumas regiões, é conhecida como borboleta da morte.


Borboleta branca

A borboleta branca  tropical vive no México e nas Índias Ocidentais. Possui uma série de “olhos” na parte inferior das asas.















Fonte: TopBiologia

Morcegos: Proteção contra o Gelo

A memória de longo prazo dos morcegos sobrevive à hibernação.
A temperatura do corpo de um morcego, durante a hibernação, cai para 8ºC. Um desafio para o cérebro desses animais, pois com essa temperatura, as sinapses podem retroceder e algumas estruturas cerebrais podem ser alteraras. Conforme descobriram pesquisadores do Instituto de ornitologia Max-Planck, em Seewiesen, na Alemanha, o “período gelado” do inverno não prejudica a memória dos pequenos voadores — o que é muito importante para sua sobrevivência.

Ireneusz Ruczynski e Björn Siemers treinaram 13 morcegos-rato-grande (Myotis myotis) durante cinco semanas para encontrarem comida em um labirinto. Então os cientistas submeteram parte do grupo a uma baixa temperatura até o nível de hibernação.

Após dez semanas no longo sono gelado, as temperaturas elevaram e interromperam o descanso. Então, os animais deveriam mais uma vez encontrar o caminho até os bichos-da-farinha através do labirinto aéreo. Aqueles que hibernaram foram imediatamente tão bem sucedidos quanto seus companheiros que permaneceram acordados. O resfriamento temporário, portanto, não reduziu a capacidade de sua memória.

Um resultado surpreendente — pois já se sabe que roedores, como esquilos, sofrem uma clara perda de memória nas fases de frio. Ruczynski e Siemers reforçam que a complexa representação de seu ambiente tridimensional no cérebro dos morcegos-rato-grande exige uma efetiva proteção da memória. Graças à sua boa memória espacial, os animais conseguem encontrar de novo, mesmo depois de anos, seus antigos locais de reprodução e descanso, assim como locais de alimentação em um círculo de 25 km. Ainda não se sabe qual mecanismo neurobiológico existe por trás dessa “proteção contra o gelo”.


Aprender...


segunda-feira, 3 de março de 2014

Armadilha de Dinossauros?

Quando vários indivíduos de uma única espécie são preservados em um lugar, um paleontólogo deve questionar se esse agrupamento é natural, ou seja, era um grupo familiar ou uma manada reunida, que poderia certo dia, ter sido mortos na sua trilha? A maioria dos acúmulos de ossos de uma única espécie não é tão interessante. Ao contrário, é composta de indivíduos não aparentados que, durante algum período desconhecido de tempo, morreram perto de um olho d’água ou foram levados por uma enchente. Se empacotássemos rapidamente os esqueletos remanescentes, a parte mais interessante da história – como todos aqueles dinossauros haviam morrido – estaria perdida para sempre. Pistas para a causa, as circunstâncias e o momento da morte não se fixam exclusivamente nos próprios ossos, mas também na posição dos esqueletos, na presença de marcas de dentes ou nos ossos estilhaçados e na característica do sedimento que se acumulou antes, durante e após a morte. A cena do crime, e não um achado digno de um troféu de paleontólogo, é como devemos encarar esse depósito fóssil.

Logo começamos a acreditar que esses animais encontraram o seu fim, ao mesmo tempo. Os esqueletos não estavam distribuídos aleatoriamente, todos os ossos pareciam apontar na mesma direção. Poderia ter sido o resultado de uma inundação ou um rio carregando vários conjuntos de ossos para o mesmo lugar, mas não conseguimos encontrar nenhuma evidência de que os ossos tivessem sido transportados dessa forma. Todos os esqueletos estavam intactos.

Além disso, as camadas finas de rochas vermelhas e azuis da face do penhasco implicavam que a área se compunha de lama de granulação fina e areia. Encontramos manchas nas gretas de lama infiltradas, sugerindo que a área passara por períodos de seca e de cheia. Pequenas carapaças achatadas de criaturas de água doce chamadas conchostráceos cobriam alguns esqueletos, os destroços de um lago em expansão. Perto dos esqueletos, a lama era quase pura, sem as tocas de vermes e as raízes de um solo que sustentasse a vida vegetal. Em geral, a rocha circundante dos esqueletos sugeria a maré enchente e vazante de um lago antigo.

Nunca se ouvira falar de uma coleção de fósseis semelhante a esta – era (e continua sendo até hoje) a única amostragem conhecida de uma espécie de dinossauro, à moda de Pompeia. Conforme a operação prosseguia nos depósitos, passamos muitas horas meditando sobre cenários da morte. Talvez esses dinossauros tenham morrido devido à proximidade de um vulcão ou sucumbiram a uma enchente rápida? “Talvez eles só tenham ficado presos na lama?”, Gabrielle Lyon, membro da equipe, sugeriu enquanto delineava com agulha de joalheiro os dígitos cerrados do pé de um dinossauro tombado. Para mim, a ideia de uma armadilha de lama parecia um pouco inverossímil. Embora escavadora experiente, Gabrielle era educadora, não uma paleontóloga ou geóloga. Animais modernos como as vacas, às vezes, morrem perto de olhos d’água – os animais grandes ficam atolados até as rótulas na lama e acabam morrendo de sede, exposição ao sol e fome. No entanto, é extremamente raro que manadas inteiras pereçam dessa forma.

Artigo completo: Scientific American Brasil

Narval: Os "Unicórnios" do Mar

O Narval (Monodon monoceros), também conhecido como unicórnio do mar, é um mamífero marinho raro que vive nas águas geladas do círculo Polar Ártico. Da ordem dos cetáceos (parente das baleias), o animal é conhecido principalmente pelo o que parece ser um chifre saindo da sua cabeça.

Esse, na verdade, é um dos únicos dois dentes do animal, que cresce cerca  de dois metros e acaba rompendo a carne do animal. O dente forma uma presa que é considerada uma característica sexual. Ao todo, eles podem chegar a medir cinco metros.

Apesar de sua aparência formidável, a presa do Narval é oca e pesa 10 quilos, aproximadamente. São raros os casos, mas alguns machos da espécie podem apresentar duas presas. Isso ocorre quando o canino direito, normalmente menor e não tanto em linha reta, também cresce através do lábio, como o esquerdo. Às vezes podem crescer presas nas fêmeas, embora as evidências sobre a freqüência sejam um pouco conflitantes. 

Narvais tem uma dieta relativamente restrita e especializada, geralmente se alimentando de pequenos peixes. Devido à falta de dentição bem desenvolvida na boca, acredita-se que narvais se alimentam nadando em direção a presa até que esteja dentro do alcance e, em seguida, sugando-a com uma força considerável na boca.

Fonte: TopBiologia

Carnívoros a beira da Extinção

75% dos carnívoros do planeta podem entrar em extinção. Segundo artigo publicado na revista Science, a perda de habitat e a caça ilegal são as principais ameaças.

A onça-pintada (Panthera onca) é um carnívoro considerado vulnerável pelo Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção
A revista Science - uma das publicações mais respeitadas da comunidade científica mundial - divulgou recentemente estudo preocupante sobre os carnívoros de grande porte: 75% das 31 espécies existentes podem entrar em extinção.

A maioria dos carnívoros vivos se concentra nas regiões da Amazônia, da Ásia e da África. No restante do mundo, estão praticamente exterminados, e as principais causas são:

-Perda de habitat, que é causada por conta do crescimento desenfreado das cidades;

-Caça ilegal, muitas vezes motivada por interesses financeiros;

-Extração das presas, que pode ser resultado dos fatores anteriores.

E essa situação causa impactos negativos em todo o equilíbrio dos ecossistemas globais. Esses animais - como em qualquer ecossistema - ajudam na manutenção e regeneração de florestas e matas ciliares (aquelas que se encontram à beira dos rios e ajudam a evitar erosão), outros ajudam no seqüestro de carbono (ou seja, remoção do gás carbônico e liberação do oxigênio na atmosfera) e controle de doenças.

O principal autor do texto publicado pela Science, William Ripple, explica que os ecossistemas voltam rapidamente ao normal uma vez que as populações de carnívoros, como o lobo de Yellowstone e os linces da Finlândia, são restabelecidas.


Na realidade, todo ser vivo é importante na natureza. Qualquer animal faz falta ao equilíbrio dos ecossistemas, mas os carnívoros em especial já que, por seu porte e importância, é bem mais difícil substituí-los.


domingo, 2 de março de 2014

Aves do Brasil: A visão dos Ornitólogos

Há cerca de 240 milhões de anos, no início do período Triássico, surgiram os primeiros dinossauros, um grupo que viria a dominar o planeta pelos próximos 175 milhões de anos até sua extinção, há 65 milhões de anos, após o impacto de asteroides gigantes contra o planeta.


Pelo menos essa é a história que a maioria conhece. O que alguns não sabem é que um grupo de dinossauros carnívoros, bípedes e ágeis aparentado do famoso Velociraptor deu origem a animais que estão entre nós até hoje. Toda vez que vir um pombo na rua, um frango em seu prato ou qualquer outra ave, você pode dizer que está diante de um descendente dos dinossauros. As aves são o único grupo de vertebrados naturalmente presentes em todos os continentes, tendo evoluído para ocupar praticamente todos os ecossistemas terrestres, das montanhas mais altas aos oceanos ─ onde pingüins podem procurar seu alimento a mais de 100 m de profundidade.

Seriema (Cariama cristata)
O levantamento mais recente www.worldbirdnames.orgcertifica a existência de 10.440 espécies de aves no mundo, o que exclui várias dezenas extintas desde 1600, após o início da expansão marítima europeia, e possivelmente outros milhares extintos por povos como os polinésios e ameríndios ao colonizarem ilhas no oceano Pacífico e no Caribe. É possível que apenas os polinésios tenham eliminado cerca de 2 mil espécies nos últimos dois milênios.

O Brasil abriga ─ segundo a última lista do Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO) ─1.833 espécies de aves. Esse total certamente aumentará já que novas espécies de aves continuam a ser descobertas com regularidade (mesmo no entorno de capitais como São Paulo e Curitiba) e análises moleculares, morfológicas e bioacústicas demonstram que algumas “espécies” na realidade podem ser subdivididas em unidades evolutivas distintas.

A tecnologia tem uma grande influência no bird-watching. A atividade se popularizou nos países anglo-saxões no século XX graças a avanços tecnológicos que resultaram em binóculos e transporte mais baratos. Observar aves implica comumente em registrar suas vozes tanto para identificá-las como para atraí-las ( play-back) e as tecnologias de gravação, tratamento e produção de sons, evoluindo de pesados gravadores de rolo com microfones parabólicos nos anos 1980 para gravadores digitais com microfones direcionais super sensíveis, players capazes de estocar bibliotecas sonoras inteiras e mini amplificadores de grande potência no século XXI.

O Desafio para a Conservação das Aves

O crescente número dos observadores-fotógrafos de aves exerce um papel muito importante para a conservação das aves brasileira. Esse é um publico qualificado que pode ser, por exemplo, um dos melhores amigos das nossas áreas protegidas, além de promover a conservação de áreas particulares. No entanto, ao mesmo tempo que a observação, interesse e o conhecimento em relação as aves vem crescendo, os impactos que ameaçam nossa rica avifauna também vem aumentando. Por volta de 10% de todas as espécies de aves globalmente ameaçadas estão no Brasil e muitas correm risco de extinção eminente.

Ararinha-azul (Cyanopsitta spixii)
De acordo com a lista da IUCN (International Union for the Conservation of Nature) o Brasil é o país com maior número de espécies de aves ameaçadas de extinção, com um total de 123 espécies que sofrem risco real de desaparecer da natureza num futuro não tão distante. Em relação à lista nacional de aves ameaçadas, um total de 160 táxons são considerados, no entanto a lista brasileira também considera as subespécies ameaçadas, o que em parte explica as diferenças em relação a lista global.

Harpia harpyja
Um dos maiores desafios enfrentados atualmente no Brasil para a conservação das aves e toda a biodiversidade do país é a conciliação de um desenvolvimento e crescimento sócio-econômico aliado a conservação ambiental. Ainda não se conhece o melhor caminho a ser seguido e nem as soluções para muitos dos conflitos, no entanto já existe uma clara preocupação da sociedade em geral com as questões ambientais. Em alguns casos essa preocupação se reflete em ações concretas como a criação de novas unidades de conservação públicas e privadas (RPPNs), mecanismos econômicos de valorização da floresta em pé e biodiversidade, licenças ambientais bastante restritas para implantação de novos empreendimentos, organizações não-governamentais (ONGs) comprometidas, atuantes e bem articuladas com o governo e uma massiva atenção da mídia ao assunto.

Reportagem completa:Scientific American Brasil