Pode parecer estranho, mas, no Pantanal, as araras-azuis aprenderam a tirar proveito da presença do gado em seu habitat, estabelecendo com bois e vacas uma inesperada parceria ecológica. É que o nelore (o gado branco de origem asiática que domina o rebanho pantaneiro), acabou tomando gosto pelos mesmos frutos apreciados pelas araras. Os da bocaiúva, uma palmeira alta, eles pegam dos cachos caídos no chão; já os do acurisão apanhados da própria árvore baixa. De ambos os coquinhos, porém, os animais aproveitam apenas a casca grossa e fibrosa, regurgitando ou defecando a dura e nutritiva castanha –justamente a porção venerada pelas araras.

O problema é que o bando de araras nunca vai inteiro ao chão. Alguns indivíduos permanecem posicionados em locais de ampla visão e prontos para dar o alarme – uma vocalização curta e seca – a qualquer tipo de som ou movimento diferente detectado em um raio de 200 metros. Por causa da ação dessas sentinelas, a cena raramente é vista.
Para mais informações, sobre a reportagem, acesse o site, National Geographic Brasil
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